Depois que a designer inglesa Anya Hindmarch lançou a sacola "im not a plastic bag" (eu não sou uma sacola de plástico), muita gente aderiu a essa nova idéia, simplesmente para estar em dia com a moda.
Muitas empresas perceberam que estas bolsas estão virando moda e passaram a produzir, também, suas sacolas. É óbvio que há uma expectativa comercial ao explorar o tema ecológico. É inegável que vender produtos que não agridam o ambiente é uma atitude muito importante para a natureza, além de funcionar como propaganda para as empresas.
E aqui vale ressaltar uma crítica à atitude dos lançadores das sacolas, que visam apenas o lucro, e muitos consumidores, ingenuamente, acreditam que o objetivo de tais empresas é mostrar sua responsabilidade ecológica e social.
Acredito que, independentemente de quais forem os objetivos das empresas, o importante é que, já que querem ganhar dinheiro, pelo menos ofereçam alternativas de produtos que não agridam o meio ambiente e ainda promovam atitudes que façam repensar nossa postura quanto à preservação do planeta.
Porém, se não queremos dar lucro ou fazer propaganda para as grandes empresas que vendem as sacolas alternativas, então façamos nossa própria sacola. Ela pode ter a sua cara, seu estilo, transmitir suas idéias, atitudes e estilo de vida. Pode ainda trazer estampado, lugares que você frequenta, viaja ou até emblemas e logos como os da sua turma de faculdade, academia e entre outros.
O que não podemos, absolutamente, é negar o hábito de carregar a própria sacola, seja ela, de lona, tricô ou pano, às compras. Esta é uma atitude altamente ecológica e de amor à natureza. Afinal, quem lucra com as sacolas alternativas?
Quem leva o lucro maior, com certeza, é o Planeta.